Psicologia na Prática · Saúde mental

Desânimo não é preguiça: os 5 venenos que drenam sua energia (e o antídoto de cada um)

Viver no automático, sem vontade e sem sentido, quase sempre tem causa. A psicóloga Alana Anijar nomeia cinco delas, mostra o que a pesquisa diz sobre cada uma e entrega um antídoto prático para cada veneno.

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Alana Anijar 16 de setembro de 2026 16 min de leitura

Mascote cérebro do podcast Psicologia na Prática sentado no chão, cansado, com uma pequena planta brotando ao lado e um raio de luz entrando pela janela

Você tem vivido no automático? Acorda, cumpre a lista, responde as mensagens, chega ao fim do dia e não sabe dizer o que fez de bom. Nada está exatamente errado, mas alguma coisa dentro de você não está em paz. É como se faltasse uma peça no quebra-cabeça, e você não sabe qual.

Isso tem nome, e não é preguiça. É desânimo. E desânimo, na maioria das vezes, tem causa.

No episódio "Como vencer o desânimo: 5 fatores que estão te desmotivando", do podcast Psicologia na Prática, a psicóloga Alana Anijar reúne o que ela mais vê drenar a energia das pessoas que atende. Ela chama esses fatores de venenos, porque agem devagar e sem alarde, e fecha o episódio com um antídoto para cada um.

Neste artigo, organizamos os cinco venenos e os cinco antídotos, e trazemos as pesquisas que explicam por que cada um funciona.

Faz semanas que a vontade não volta? Identificar o que está drenando sua energia é o primeiro passo. Entender por que aquilo tem tanto peso na sua história é trabalho de terapia.

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Antes de tudo: desânimo não é depressão (nem preguiça)

Alana faz uma distinção logo no início do episódio, e ela importa. O que este artigo trata é o desânimo comum: aquele que aparece em fases da vida, em resposta a situações que se acumulam, em pessoas que não têm um transtorno mental. Não é a mesma coisa que a falta de energia da depressão, que vem acompanhada de outros sinais, dura semanas seguidas e precisa de avaliação profissional.

Os dois se parecem por fora. A diferença está na intensidade, na duração e no que acontece quando você tenta agir. Se o desânimo persiste por mais de duas semanas, tira o prazer de quase tudo, afeta sono e apetite e vem com pensamentos de que a vida não vale a pena, não é hora de aplicar antídotos por conta própria: é hora de procurar ajuda. Os telefones estão no fim do artigo.

Feita essa distinção, vale dizer o outro lado. Quem vive um desânimo comum costuma se chamar de preguiçosa, fraca ou ingrata. E se culpar por estar desanimada é a forma mais eficiente de continuar desanimada. O episódio propõe outra postura: em vez de julgar, investigar. O que está me envenenando?

Veneno 1: os maus hábitos que não parecem maus

Todo mundo conhece os hábitos ruins óbvios: horas nas redes sociais, procrastinação, sedentarismo. Alana começa pelo básico, e o básico é o tripé que ela repete em quase todo episódio: sono, alimentação e movimento. Se o seu desânimo apareceu junto com noites mal dormidas e semanas sem sair do sofá, comece por aí. Pode ser que ele tenha uma raiz bioquímica, e ajustar o corpo resolva boa parte antes de qualquer análise mais profunda.

O que diz a pesquisa

Uma meta-análise liderada pelo brasileiro Felipe Schuch, publicada no American Journal of Psychiatry em 2018, reuniu 49 estudos prospectivos com quase 267 mil pessoas acompanhadas ao longo dos anos. Quem tinha níveis altos de atividade física apresentou 17% menos chance de desenvolver depressão do que quem se movimentava pouco, em qualquer idade e em todas as regiões do mundo analisadas. O corpo em movimento protege a mente, e o efeito aparece mesmo com atividade moderada.

Mas o ponto central do episódio são os hábitos não óbvios: comportamentos que parecem inofensivos, às vezes até admiráveis, e que minam a energia de forma sutil. Alana destaca dois.

Dizer sim para tudo

Aceitar cada pedido no trabalho, cada convite, cada favor. Parece generosidade, mas é um veneno silencioso: quando você diz sim para todo mundo, diz não para as próprias necessidades. As suas prioridades ficam sempre em segundo plano, e o resultado, com o tempo, é frustração e esgotamento. Você trabalha o dia inteiro e sente que não fez nada seu.

Estar sempre ocupada

"Como você está?" "Na correria." Alana mora em São Paulo e brinca que ali todo mundo responde assim. Só que estar sempre ocupada pode parecer produtividade e ser, na prática, uma forma de não olhar para dentro. Quem nunca para não precisa sentir o que está evitando sentir. E a conta chega em forma de exaustão e desmotivação.

O que diz a pesquisa

Em uma série de onze estudos publicada na revista Science em 2014, o psicólogo Timothy Wilson, da Universidade da Virgínia, pediu que pessoas ficassem sozinhas numa sala, sem celular e sem nada para fazer, apenas pensando, por 6 a 15 minutos. A maioria achou a experiência desagradável. Num dos experimentos, boa parte dos participantes preferiu aplicar choques elétricos em si mesma a ficar em silêncio com os próprios pensamentos. A pressa constante, muitas vezes, é isso: uma fuga da própria cabeça.

O antídoto: autoconhecimento e limites

Para os maus hábitos, o antídoto começa com uma pergunta: por que eu estou dizendo sim para tudo? A resposta costuma revelar medo de desagradar, medo de perder espaço, medo do que sobra quando a agenda esvazia. Daí vem o segundo passo: definir o que realmente importa para você e aprender a dizer não de forma saudável. Não é egoísmo, é proteção contra o esgotamento.

E, para quem vive ocupada, o antídoto é dar a si mesma permissão para pausar. Reservar momentos de silêncio e descanso sem culpa. Se a ideia de ficar quinze minutos parada dá aflição, essa aflição já é uma informação sobre o que a correria está tapando.

Dizer sim para tudo é um veneno silencioso: quando você aceita cada pedido, as suas prioridades ficam sempre em segundo plano.

Veneno 2: a falta de propósito

Você já se pegou pensando "por que eu estou fazendo isso?" ou "qual é o sentido disso tudo?". Acordar todos os dias sem um objetivo claro produz uma sensação de vazio: as ações continuam acontecendo, mas parecem não significar nada. Alana dá o exemplo de uma mulher que alcançou sucesso na carreira e mesmo assim sente que falta algo, porque nunca seguiu o que ela mesma queria para si.

Ela cita, como costuma fazer, Viktor Frankl, psiquiatra austríaco que sobreviveu aos campos de concentração e escreveu Em busca de sentido. Frankl retoma no livro uma frase de Nietzsche que resume sua observação sobre quem resistia e quem desistia: quem tem um porquê para viver suporta quase qualquer como. Sem um porquê, o como pesa o dobro.

O que diz a pesquisa

A relação entre propósito e vitalidade não é só filosófica. Os psicólogos Patrick Hill e Nicholas Turiano acompanharam mais de 6 mil adultos americanos por 14 anos, em estudo publicado na Psychological Science em 2014. Quem relatava ter um propósito na vida viveu mais do que quem não relatava, e o efeito se manteve depois de descontar outros indicadores de bem-estar. Valeu para jovens, adultos e idosos, aposentados ou não.

O antídoto: sentido nas pequenas ações

Aqui está uma armadilha da nossa geração, na leitura de Alana: buscamos um propósito grandioso, uma missão de vida, e, enquanto ele não aparece, nada do dia a dia parece valer. Mas propósito não precisa ser grande. Ele precisa ser seu. Encontrar sentido nas coisas ordinárias, no que você faz de segunda a sexta, já muda o ânimo.

Três perguntas ajudam a localizar esse sentido:

  • O que me faz sentir viva?
  • O que eu valorizo de verdade?
  • O que me faz querer sair da cama? Ou o que me faria querer?

Não é preciso mudar de vida amanhã. É começar a introduzir na rotina mais daquilo que você ama e explorar possibilidades com curiosidade: um hobby novo, um lazer diferente. Propósito é sentir que as suas ações estão alinhadas com os seus valores, não cumprir uma missão épica.

Veneno 3: os traumas não resolvidos

Antes de falar de trauma, Alana faz uma crítica. Hoje tudo virou trauma: a fila do banco, a série cancelada, o comentário do colega. E quando um conceito serve para tudo, ele deixa de servir para qualquer coisa. Na psicologia, trauma tem definição específica: situações de impacto real e profundo na vida da pessoa.

Dito isso, existem eventos que marcaram você e que nunca foram olhados de frente. Uma perda grande. Uma infância de negligência emocional, em que ninguém perguntava como você estava. Uma relação que te fez duvidar do próprio valor. Traumas não resolvidos são como feridas que não fecharam: continuam influenciando a vida, e uma das formas de influência é justamente drenar a motivação.

Como saber se é o seu caso? Alana aponta dois sinais para observar:

  • Padrões que se repetem. As mesmas escolhas, as mesmas relações, os mesmos finais, com pessoas diferentes.
  • Sentimentos intensos que voltam com frequência, desproporcionais ao que aconteceu no momento.

Quando isso aparece, o passado provavelmente está cobrando uma conta que o presente não consegue pagar.

O antídoto: terapia e enfrentamento emocional

Aqui, nas palavras dela, não tem segredo. Trauma não se resolve sozinho e não é questão de tempo: é questão de olhar para ele com ajuda, num espaço seguro, seja terapia individual ou grupo de apoio. Alana faz um alerta: evite soluções que não tenham amparo científico. Há muita oferta de "cura rápida" que faz mais mal do que bem. A recomendação é terapia com psicóloga, de preferência na abordagem cognitivo-comportamental.

A cura não é da noite para o dia, não é simples e não vem em três passos. É um processo. Mas é o processo que fecha o buraquinho por onde o ânimo está escapando.

Se você reconhece padrões que se repetem e sentimentos que não fazem sentido com o tamanho da situação, esse é o trabalho da terapia: entender de onde vem e parar de repetir. Na Clínica Psi do Futuro você encontra psicólogas especializadas em Terapia Cognitivo-Comportamental.

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Veneno 4: relações que drenam (e a falta delas)

Relações são uma das maiores fontes de alegria que existem. E podem ser um dos maiores venenos, em duas direções opostas.

A primeira é a relação conflituosa: um relacionamento amoroso em que você nunca se sente suficiente, uma família que cobra padrões inatingíveis, um ambiente de crítica constante e apoio nenhum. Isso vai minando a autoestima e a motivação, um dia de cada vez.

A segunda é o isolamento. A falta de relações também envenena. Sentir-se sozinha, sem ninguém com quem trocar, tira o ânimo de viver com a mesma eficiência que uma relação tóxica.

O que diz a pesquisa

A meta-análise de Julianne Holt-Lunstad, da Universidade Brigham Young, publicada na PLoS Medicine em 2010, reuniu 148 estudos com mais de 308 mil pessoas. A conclusão: quem tem relações sociais fortes tem 50% mais chance de sobreviver ao longo do período estudado do que quem tem relações fracas ou escassas. O peso das conexões sobre a saúde se mostrou comparável ao de parar de fumar, e maior que o do sedentarismo e da obesidade.

O antídoto: limites, proteção e conexão

Para as relações que fazem mal, o antídoto é estabelecer limites claros, não deixar que as pessoas façam de você o que quiserem e, em alguns casos, reavaliar se aquela relação merece espaço na sua vida. Priorize quem te apoia e te eleva. Se o problema está dentro da família ou do casamento, terapia familiar ou de casal ajuda a restaurar a comunicação.

Para o isolamento, o antídoto é buscar conexão, e isso exige dar o primeiro passo: na academia, num esporte, na igreja, num curso. Convidar, se expor, se abrir.

Alana conta que estava num congresso de psicologia, almoçando com colegas que atendem só online e passam o dia em casa. Um deles disse uma frase que ficou com ela: "estar aqui com vocês, sair do lugar onde eu fico sozinho, me dá até vontade de viver". É simples e é verdade. Estar com gente com quem você se sente bem dá vontade de viver. Fazer coisas que você gosta, conectadas com os seus valores, dá vontade de viver.

Faça mais daquilo que te dá vontade de viver. É isso que acaba com o desânimo.

Veneno 5: o medo de estar ficando para trás

O quinto veneno tem sigla: FOMO, do inglês fear of missing out, o medo de estar perdendo alguma coisa. Você rola o feed e vê pessoas viajando, conquistando, vivendo o que você também gostaria de viver. Começa a questionar as próprias realizações. Sente que está atrasada na vida. E a sua vida, que estava razoável dez minutos atrás, passa a parecer insuficiente.

Alana admite que sente isso também, e observa que é quase universal entre os mais jovens. O FOMO gera uma ansiedade constante e rouba algo precioso: a alegria do presente. É óbvio que estamos sempre perdendo alguma coisa. Ninguém participa de tudo. O problema é quando essa consciência vira insatisfação permanente com o que se tem.

O que diz a pesquisa

O termo ganhou base científica em 2013, quando Andrew Przybylski, da Universidade de Oxford, e colegas publicaram na Computers in Human Behavior o primeiro estudo a medir o FOMO. Eles descobriram que ele é mais forte em pessoas cujas necessidades psicológicas básicas estão menos atendidas: sentir-se competente, ter autonomia sobre as próprias escolhas e sentir-se conectada aos outros. Quem tinha mais FOMO também relatava menor satisfação com a vida e humor mais baixo, além de usar mais as redes sociais, inclusive ao dirigir e durante aulas.

O antídoto: gratidão e presença

Alana sabe que gratidão virou clichê. Mas clichê não significa inútil, e poucas práticas têm tanta pesquisa a favor na psicologia positiva. O antídoto para o FOMO é duplo: lembrar que o que você vê dos outros nas redes não é a realidade completa, e fazer uma pausa para olhar o que você já conquistou e o que já traz alegria à sua vida.

O exercício é simples: escrever, todos os dias, algumas coisas pelas quais você é grata. O detalhe que faz diferença, segundo ela, é não parar na lista intelectual. É sentir a gratidão, emocionalmente, enquanto escreve. É isso que desloca o foco da comparação para a sua própria jornada, que é única.

O que diz a pesquisa

O experimento clássico é de Robert Emmons e Michael McCullough, publicado no Journal of Personality and Social Psychology em 2003. Participantes foram divididos em grupos: um listava motivos de gratidão, outro listava aborrecimentos, outro apenas eventos neutros. Quem praticou a gratidão, semanal ou diariamente, relatou mais emoções positivas, mais otimismo sobre a semana seguinte e melhor avaliação da própria vida do que os demais grupos. O efeito mais consistente nos três estudos foi justamente sobre o afeto positivo, a sensação de ânimo.

Se a comparação é a sua porta de entrada para o desânimo, vale ler também como se comparar do jeito certo, um episódio inteiro sobre transformar a comparação em crescimento em vez de veneno.

Por onde começar

Cinco venenos, cinco antídotos. Colocados lado a lado, formam um mapa:

Quadro com os cinco venenos do desânimo e o antídoto correspondente a cada um
Salve este quadro. O primeiro passo é reconhecer qual veneno está agindo em você.

Alana resume o caminho em dois passos, e a ordem importa.

  1. Reconheça o que está te afetando. Qual dos cinco venenos está drenando a sua energia hoje? Pode ser mais de um. Mas quase sempre há um que pesa mais, e é por ele que se começa.
  2. Escolha um antídoto e aplique. Não os cinco de uma vez. Um. Uma pausa sem culpa nesta semana. Uma pergunta sobre o que te faz sentir viva. Um convite feito. Uma lista de gratidão antes de dormir.

Se você gosta desse tipo de inventário, o episódio sobre 10 maneiras não óbvias de cuidar da saúde mental complementa este: lá estão práticas para construir, aqui estão venenos para retirar. Os dois trabalham juntos.

E vale lembrar o que Alana diz sobre positividade: ver a vida com mais leveza não é achar que tudo é cor-de-rosa. É sair do automático e voltar a escolher para onde vai a sua energia.

Quando o desânimo não passa

Existe um limite para o que se resolve sozinha. Se você aplicou os antídotos e o desânimo continua, se ele dura semanas, se vem com pensamentos de que não vale a pena, ou se você percebe que o veneno principal é um trauma que nunca olhou de frente, o passo seguinte não é insistir por conta própria.

Os antídotos tratam o que drena a energia no dia a dia. A terapia trata a raiz: por que você diz sim para tudo, por que a correria precisa preencher o silêncio, o que o passado ainda cobra, por que a comparação dói tanto. É nesse trabalho que a vontade de viver volta de forma duradoura, e não só até o próximo feed.

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Psicologia na Prática, com Alana Anijar. Novos episódios toda terça-feira.

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Referências

  1. Schuch, F. B., Vancampfort, D., Firth, J., Rosenbaum, S., Ward, P. B., Silva, E. S., Hallgren, M., Ponce De Leon, A., Dunn, A. L., Deslandes, A. C., Fleck, M. P., Carvalho, A. F., & Stubbs, B. (2018). Physical activity and incident depression: A meta-analysis of prospective cohort studies. American Journal of Psychiatry, 175(7), 631-648. doi.org/10.1176/appi.ajp.2018.17111194
  2. Wilson, T. D., Reinhard, D. A., Westgate, E. C., Gilbert, D. T., Ellerbeck, N., Hahn, C., Brown, C. L., & Shaked, A. (2014). Just think: The challenges of the disengaged mind. Science, 345(6192), 75-77. doi.org/10.1126/science.1250830
  3. Frankl, V. E. (2008). Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. Petrópolis: Vozes. Edição original de 1946.
  4. Hill, P. L., & Turiano, N. A. (2014). Purpose in life as a predictor of mortality across adulthood. Psychological Science, 25(7), 1482-1486. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24815612
  5. Holt-Lunstad, J., Smith, T. B., & Layton, J. B. (2010). Social relationships and mortality risk: A meta-analytic review. PLoS Medicine, 7(7), e1000316. doi.org/10.1371/journal.pmed.1000316
  6. Przybylski, A. K., Murayama, K., DeHaan, C. R., & Gladwell, V. (2013). Motivational, emotional, and behavioral correlates of fear of missing out. Computers in Human Behavior, 29(4), 1841-1848. PDF do artigo
  7. Emmons, R. A., & McCullough, M. E. (2003). Counting blessings versus burdens: An experimental investigation of gratitude and subjective well-being in daily life. Journal of Personality and Social Psychology, 84(2), 377-389. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12585811

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Alana Anijar

Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e mestre em Ciências do Desenvolvimento Humano. Apresenta o Psicologia na Prática, com novos episódios toda terça-feira, e fundou a Psi do Futuro em 2020 ao lado de Israel Anijar. A clínica soma mais de 150 mil atendimentos realizados.

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