Psicologia na Prática · Saúde mental

O que o vício faz no cérebro e por que é tão difícil sair desse ciclo

Celular, apostas, pornografia, comida, álcool. A psicóloga Alana Anijar explica como o vício sequestra o sistema de recompensa, por que força de vontade não basta e o que muda quando você mexe no ambiente.

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Alana Anijar 12 de outubro de 2026 16 min de leitura

Mascote cérebro do podcast Psicologia na Prática preso a um celular por um fio, começando a se soltar

Você já sentiu que perdeu o controle de alguma coisa? O tempo no celular que escapa sem você ver, a aposta "só mais uma", a comida sem fome, o vídeo que você jurou que não ia abrir de novo. Você sabe que está fazendo mal. E faz mesmo assim.

Isso não é falta de caráter. É um cérebro que aprendeu um caminho e passou a preferi-lo.

No episódio "O que os vícios fazem no cérebro e por que é tão difícil sair desse ciclo?", do podcast Psicologia na Prática, a psicóloga Alana Anijar explica a diferença entre hábito e vício, o que acontece com a dopamina e com o córtex pré-frontal de quem vive preso a um comportamento, e por que a mudança começa menos pela força de vontade e mais pelo ambiente.

Mesmo que você não se identifique com nenhum vício, vale ler até o fim. É muito provável que você conviva com alguém que está nesse ciclo.

Você já tentou parar e não conseguiu? Isso não diz nada sobre o seu caráter. Diz que o ciclo ficou mais forte do que dá para enfrentar sozinho, e é exatamente aí que a terapia entra.

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Hábito ou vício: a diferença está no prejuízo

Muita gente confunde as duas coisas, e não é à toa. Hábito e vício funcionam de um jeito parecido. Os dois são comportamentos que, de tanto se repetirem, passam a acontecer no automático.

Quem cuida desse automático é um conjunto de estruturas profundas do cérebro chamado gânglios da base. Alana descreve como o piloto automático do cérebro: é o que permite dirigir sem pensar em cada movimento do pé e da mão. E tanto o hábito quanto o vício seguem o mesmo roteiro de três tempos:

  1. Gatilho: algo dispara a vontade (um lugar, uma hora do dia, uma emoção).
  2. Comportamento: você faz.
  3. Recompensa: vem o prazer ou o alívio, e o cérebro registra que valeu a pena.
O que diz a pesquisa

A neurocientista Ann Graybiel, do MIT, reuniu na Annual Review of Neuroscience (2008) as evidências de que hábitos se formam por mudanças, guiadas pela experiência, nos circuitos dos gânglios da base. A mesma revisão aponta que comportamentos repetitivos desse tipo aparecem no centro de vários transtornos e da dependência.

Então onde está a diferença? No impacto que o comportamento tem na sua vida. Um hábito pode ser neutro ou até saudável. O vício ultrapassa esse limite: continua acontecendo mesmo quando traz prejuízo real, seja emocional, físico, financeiro ou nos relacionamentos.

O vício é quando você não consegue parar, mesmo sabendo que aquilo está te prejudicando.

Sete sinais de que um comportamento virou vício

Talvez você esteja se perguntando como saber se ainda é hábito ou se já passou do ponto. Alana lista alguns sinais de alerta. Nenhum deles sozinho é diagnóstico, mas se vários se repetem, vale olhar com atenção:

  • Você já tentou parar e não conseguiu, mesmo sabendo que está te fazendo mal
  • Você esconde o comportamento das outras pessoas
  • Sente culpa ou vergonha depois
  • Precisa de cada vez mais tempo ou intensidade para sentir o mesmo prazer ou alívio
  • Ignora os prejuízos financeiros, emocionais ou físicos
  • Perdeu o interesse por coisas de que antes gostava
  • Fica ansioso ou irritado quando não pode fazer

Repare que nenhum desses sinais fala de substância. Eles valem para o álcool e para o cigarro, mas também para o celular, as apostas, a comida, os jogos e a pornografia. O que define o vício é a relação que você tem com o comportamento, não o objeto em si.

O que o vício faz no cérebro

Para entender por que é tão difícil sair, é preciso olhar para o sistema de recompensa. É a rede que faz você sentir prazer quando come algo gostoso, quando se conecta com alguém, quando alcança uma meta. Ela envolve o núcleo accumbens, a amígdala, o hipocampo e o córtex pré-frontal, e funciona à base de dopamina, o neurotransmissor que sinaliza "isso vale a pena, repita".

O problema começa quando o cérebro passa a receber estímulos artificiais, rápidos e intensos: redes sociais, apostas, pornografia, comida ultraprocessada, álcool. A dopamina chega em grande quantidade e de uma vez. A sensação imediata é de alívio, prazer, às vezes euforia.

Com a repetição, acontecem três coisas.

1. O cérebro baixa o volume

Diante do excesso, o cérebro se adapta. É como se dissesse: "tem dopamina demais aqui, vou reduzir". A sensibilidade cai, e a pessoa passa a precisar de mais estímulo para sentir o mesmo efeito. É a tolerância.

2. A vida comum perde a graça

Com o sistema de recompensa calibrado para estímulos intensos, sair com os amigos, trabalhar, estudar ou fazer aquilo de que antes gostava deixa de ter graça. Nada parece interessante. É o que se chama de anedonia: a dificuldade de sentir prazer nas coisas simples.

3. O freio enfraquece

O vício também compromete o córtex pré-frontal, a região das decisões conscientes, do controle de impulsos e do planejamento. É por isso que a pessoa sabe que está fazendo mal e mesmo assim não para. Quanto mais o comportamento se repete, mais o cérebro se adapta a ele e menos controle sobra.

O que diz a pesquisa

Em revisão publicada na Neuropharmacology em 2009, a equipe de Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos, reuniu estudos de imagem cerebral que mostram, em pessoas com dependência, menos receptores de dopamina do tipo D2 e menor liberação de dopamina. Essa queda aparece ligada à atividade reduzida em áreas do córtex pré-frontal envolvidas no controle inibitório, o que ajuda a explicar a perda de controle e o comportamento compulsivo.

Em 2016, Volkow, George Koob e Thomas McLellan escreveram no New England Journal of Medicine que os mesmos processos que comprometem o controle na dependência de drogas parecem valer para as chamadas dependências comportamentais, como o jogo patológico.

Os pesquisadores de Cambridge Barry Everitt e Trevor Robbins descrevem esse percurso como uma passagem do controle: o comportamento que começa como escolha, comandado pelo córtex pré-frontal, vai migrando para o estriado, a região dos hábitos, até virar compulsão. Em outras palavras, o que era decisão vira piloto automático.

Diagrama do ciclo do vício: gatilho, comportamento, descarga de dopamina, tolerância e busca por mais
O ciclo se retroalimenta: cada volta deixa o caminho mais forte e o freio mais fraco.

Apostas: um produto desenhado para prender

Alana dedica uma parte do episódio às bets, e com razão. Nos últimos anos o Brasil viu explodir o número de pessoas presas às apostas online, com celebridades fazendo propaganda o tempo todo.

O que torna esse vício tão preocupante é que ele é projetado para viciar. Jogos e máquinas foram desenhados para liberar dopamina até quando você quase ganha. Você ganha uma, perde três, mas a lembrança da vitória faz você voltar.

O que diz a pesquisa

Na Universidade de Cambridge, Luke Clark e colegas mostraram em estudo publicado na Neuron (2009) que a quase vitória num caça-níquel ativa as mesmas regiões cerebrais que respondem a um ganho de verdade, no estriado e na ínsula. Os participantes diziam que a quase vitória era desagradável, e mesmo assim ela aumentava a vontade de continuar jogando.

No Brasil, um estudo especial do Banco Central (2024) estimou que as transferências por Pix para empresas de apostas ficaram entre R$ 18 e R$ 21 bilhões por mês em 2024, com cerca de 24 milhões de pessoas apostando. Só em agosto, 5 milhões de pessoas de famílias do Bolsa Família enviaram cerca de R$ 3 bilhões às bets. As cifras são estimativas e foram contestadas pelo setor, mas a ordem de grandeza mostra o tamanho do problema.

Alana chama atenção para uma incoerência das propagandas: o aviso "se você tem problema com vício, não jogue". Para quem já está no ciclo, o próprio anúncio com o link é o gatilho. Pedir que a pessoa julgue se deve ou não clicar é pedir justamente a capacidade que o vício enfraqueceu.

O conselho dela é direto: se o jogo está virando problema, apague o aplicativo, não reinstale e deixe de seguir quem faz esse tipo de propaganda. E se o seu caso não é aposta, mas rede social ou outro jogo, a lógica é a mesma. A ausência de perda financeira não torna o comportamento inofensivo quando ele consome seu tempo, sua energia e você não está satisfeito com isso.

Reconhecer o ciclo é o começo. Desmontar o que o sustenta, os gatilhos, as emoções e as crenças por trás dele, é trabalho de terapia. Na Clínica Psi do Futuro você encontra psicólogas especializadas em Terapia Cognitivo-Comportamental.

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Pornografia: o vício de que pouca gente fala

Outro vício que vem crescendo, especialmente entre jovens e adultos, homens em sua maioria, mas não só, é o consumo compulsivo de pornografia. Muitas vezes começa na infância ou na adolescência, por curiosidade ou apresentado por um amigo, e vai virando a principal fonte de prazer.

O estímulo é fácil, rápido e está sempre à mão. Com o tempo, o cérebro passa a tratar aquele nível de intensidade como o padrão. Alana conta que já atendeu no consultório homens que começaram cedo, consumiram com muita frequência durante anos e, já casados, não conseguem ter uma relação sexual com a esposa. Não por um problema físico, mas psicológico: o estímulo real deixou de ser suficiente.

Entre os efeitos que ela vê na clínica estão dificuldade de se relacionar, desinteresse pelo sexo real, problemas de autoestima, disfunção erétil de origem psicológica, culpa e isolamento.

O que diz a pesquisa

A Organização Mundial da Saúde incluiu na CID-11 o transtorno do comportamento sexual compulsivo (código 6C72), definido por um padrão persistente de falha em controlar impulsos sexuais intensos, que segue mesmo com prejuízo. A mesma classificação traz o transtorno do jogo (6C50). Já a relação direta entre pornografia e disfunção erétil ainda é debatida na literatura científica, e cada caso precisa de avaliação.

O tratamento, segundo Alana, costuma envolver abstinência: parar totalmente de consumir, apagar atalhos, fazer um detox desse tipo de conteúdo por um bom tempo, de preferência com acompanhamento psicológico. E ela deixa um recado para quem está do outro lado: se o seu parceiro tem dificuldade na relação, vale perguntar com cuidado sobre o consumo. Ela já acompanhou muitos casais em que esse era justamente o problema. E, como todo vício, ele precisa de tratamento, não de julgamento.

A neuroplasticidade funciona nos dois sentidos

Até aqui, a notícia parece ruim. O cérebro se reorganiza para favorecer o vício: fortalece os caminhos do impulso e da recompensa imediata e enfraquece os do autocontrole. Essa capacidade de se reorganizar tem nome, neuroplasticidade.

Só que ela não tem direção única.

O cérebro que foi moldado para manter o vício também pode ser moldado para superá-lo.

Alana dá um exemplo. Imagine alguém que se frustra no trabalho e busca alívio imediato num jogo ou nas redes. Cada vez que isso acontece, o cérebro anota: "isso alivia a dor". Forma-se um caminho neural que fica mais forte a cada repetição, até a pessoa agir sem perceber e se sentir fora de controle.

Quando ela começa a reconhecer o ciclo, a criar estratégias para interrompê-lo e a desenvolver outras formas de lidar com a frustração, o cérebro também aprende. Novos circuitos se formam e o controle vai sendo retomado. É como trocar o caminho que você faz todo dia: no começo é estranho, com o tempo vira rotina.

É o mesmo princípio que explica por que a psicoterapia muda o cérebro de forma mensurável. Já falamos disso em detalhe no artigo o que a terapia faz no seu cérebro.

O ambiente pesa mais que a força de vontade

Este é, para Alana, o ponto mais negligenciado de toda mudança de comportamento. Se você continua nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas, fazendo as mesmas coisas, é muito difícil ter resultados diferentes.

Os gatilhos são estímulos internos ou externos que disparam a vontade de repetir o comportamento. Às vezes são óbvios. Na maioria das vezes agem no piloto automático, sem que você perceba:

  • Lugares: o quarto, o sofá onde você aposta, a mesa do bar
  • Pessoas: amigos que reforçam o comportamento, influenciadores que o normalizam, grupos de WhatsApp que compartilham apostas ou conteúdo
  • Momentos: a noite quando bate o tédio, o fim de semana, a solidão
  • Emoções: estresse, frustração, ansiedade, raiva e até alegria, porque tem gente que usa o comportamento como prêmio por um dia bom
  • Objetos e sinais: o celular, o computador, o cheiro da bebida, o som de uma notificação

Pense: quem quer parar de apostar mas segue as páginas de bets, quem quer parar com a pornografia mas fica sozinho, de porta trancada, com o celular até tarde, quem quer parar de beber mas vai toda sexta ao mesmo bar com os mesmos amigos. Como o cérebro vai entender que é para sair do ciclo? Alana resume com uma imagem: é como tentar emagrecer dormindo dentro de uma confeitaria.

Na terapia, isso se chama reduzir a exposição ao estímulo discriminativo: tirar do ambiente aquilo que aumenta a chance de você repetir o comportamento. Não se trata de se isolar do mundo, e sim de assumir a responsabilidade de se proteger, muitas vezes de si mesmo. Alana organiza isso em três frentes:

  1. Ambiente físico, onde você está: deixar o celular e o computador fora do quarto à noite, mudar a rotina no horário em que o comportamento aparece, ter compromissos fora de casa.
  2. Ambiente digital, o que você consome: deixar de seguir perfis, instalar bloqueadores de conteúdo no navegador, colocar a tela do celular em tons de cinza.
  3. Ambiente relacional, quem caminha com você: passar tempo com outras pessoas, frequentar outros lugares, buscar quem apoie a mudança.
O que diz a pesquisa

A dica dos tons de cinza tem respaldo. Num experimento publicado na Mobile Media & Communication (2024), Dekker e Baumgartner, da Universidade de Amsterdã, acompanharam 84 pessoas por duas semanas. Com a tela em tons de cinza, o tempo diário no celular caiu cerca de 20 minutos, a sensação de controle sobre o uso aumentou e o estresse diminuiu. O número de desbloqueios, porém, não mudou: o hábito de checar é mais resistente, o que reforça que uma única mudança ajuda, mas não resolve tudo.

Você não precisa mexer nas três frentes de uma vez. Precisa começar. Um ajuste pequeno no ambiente pode ter um impacto grande no comportamento, porque deixa de exigir que você vença a mesma batalha todos os dias.

Você pode até ter força de vontade, mas se todo o seu contexto te empurra para o vício, vai se desgastar tentando nadar contra a corrente.

Os três ambientes para mexer quando se quer sair de um vício: físico, digital e relacional, com exemplos práticos de cada um
Salve esta imagem: escolha um ajuste em cada ambiente para esta semana.

Cinco passos para começar a sair

Para fechar o episódio, Alana deixa um roteiro. Anote, se puder:

  1. Reconheça o vício. O primeiro passo é admitir com honestidade que você perdeu o controle sobre aquele comportamento.
  2. Identifique seus gatilhos. As emoções, os lugares, os horários e as pessoas que despertam a vontade.
  3. Reduza a exposição. Bloqueie, silencie, se afaste. Faça o que for necessário.
  4. Substitua, não só retire. Esta é, nas palavras dela, a cereja do bolo. Não dá para simplesmente arrancar o vício e deixar o espaço vazio: coloque no lugar atividade física, hobbies criativos, leitura, algo que conecte você com o presente. Ela conta de pessoas que, ao parar de fumar, viraram "viciadas" em corrida. Tudo bem: esse é um hábito que faz muito mais bem do que mal.
  5. Busque apoio profissional. A terapia é um dos caminhos mais eficazes, especialmente as abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental.

Os mesmos passos valem para quem quer emagrecer, parar de fumar, parar de beber ou passar menos tempo no celular. Muda o comportamento, mas a engrenagem é a mesma.

Vício não é falta de vontade

Talvez a frase mais importante do episódio seja esta: vício não é sobre falta de vontade, é sobre mudanças reais no cérebro, que precisam de acolhimento, consciência e estratégia.

Culpa e vergonha, que tantas vezes acompanham o vício, costumam empurrar a pessoa de volta para o comportamento em busca de alívio. Na terapia, o trabalho é outro: entender o que o vício está aliviando, mapear os gatilhos, construir novas formas de lidar com as emoções e montar um ambiente que ajude em vez de atrapalhar.

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Psicologia na Prática, com Alana Anijar. Novos episódios toda terça-feira.

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Referências

  1. Banco Central do Brasil (2024). Análise técnica sobre o mercado de apostas online no Brasil e o perfil dos apostadores. Estudo Especial nº 119. bcb.gov.br
  2. Clark, L., Lawrence, A. J., Astley-Jones, F., & Gray, N. (2009). Gambling near-misses enhance motivation to gamble and recruit win-related brain circuitry. Neuron, 61(3), 481-490. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2658737
  3. Dekker, C. A., & Baumgartner, S. E. (2024). Is life brighter when your phone is not? The efficacy of a grayscale smartphone intervention addressing digital well-being. Mobile Media & Communication, 12(3), 688-708. doi.org/10.1177/20501579231212062
  4. Everitt, B. J., & Robbins, T. W. (2016). Drug addiction: Updating actions to habits to compulsions ten years on. Annual Review of Psychology, 67, 23-50. doi.org/10.1146/annurev-psych-122414-033457
  5. Graybiel, A. M. (2008). Habits, rituals, and the evaluative brain. Annual Review of Neuroscience, 31, 359-387. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18558860
  6. Organização Mundial da Saúde. CID-11: Classificação Internacional de Doenças, 11ª revisão. Códigos 6C50 (transtorno do jogo) e 6C72 (transtorno do comportamento sexual compulsivo). icd.who.int
  7. Volkow, N. D., Fowler, J. S., Wang, G. J., Baler, R., & Telang, F. (2009). Imaging dopamine's role in drug abuse and addiction. Neuropharmacology, 56(Suppl 1), 3-8. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2696819
  8. Volkow, N. D., Koob, G. F., & McLellan, A. T. (2016). Neurobiologic advances from the brain disease model of addiction. New England Journal of Medicine, 374(4), 363-371. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6135257

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Alana Anijar

Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e mestre em Ciências do Desenvolvimento Humano. Apresenta o Psicologia na Prática, com novos episódios toda terça-feira, e fundou a Psi do Futuro em 2020 ao lado de Israel Anijar. A clínica soma mais de 150 mil atendimentos realizados.

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