Psicologia na Prática · Autoconhecimento

Relação com o dinheiro: por que você gasta (ou trava) do jeito que aprendeu na infância

Decisões com dinheiro parecem contas, mas quase sempre são emoções. A psicóloga Alana Anijar mostra como as crenças que você trouxe de casa e o seu estado emocional moldam a forma como você ganha, gasta e guarda, e o que dá para mudar a partir disso.

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Alana Anijar 17 de outubro de 2026 16 min de leitura

Mascote cérebro do podcast Psicologia na Prática segurando um cofrinho numa mão e uma sacola de compras na outra, pesando qual dos dois escolher

O salário cai na conta e, em poucos dias, sumiu. Ou o contrário: o dinheiro está ali, guardado, e mesmo assim você sente culpa em gastar com qualquer coisa que não seja essencial. Tem quem compre no aplicativo depois de um dia ruim e se arrependa antes de a encomenda chegar. Tem quem recuse oportunidades porque, lá no fundo, acha que ganhar muito dinheiro não combina com ser uma boa pessoa.

Nenhum desses comportamentos nasce da matemática. Eles nascem de crenças sobre dinheiro que a gente aprende cedo, quase sem perceber, e de emoções que pedem alívio imediato. Por isso, saber fazer contas raramente basta para mudar a vida financeira.

No episódio "Como a psicologia pode mudar sua vida financeira", do podcast Psicologia na Prática, a psicóloga Alana Anijar, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, parte de dois livros, A psicologia financeira, de Morgan Housel, e Os segredos da mente milionária, de T. Harv Eker, para olhar o que está no nosso controle: as crenças e as emoções por trás de cada decisão com dinheiro. E conta, com a própria história, como isso funciona na prática.

Você percebe que gasta para aliviar o que sente, ou que o dinheiro vive te causando ansiedade? Entender de onde vem esse padrão é o primeiro passo para mudar. Na Psi do Futuro, as sessões são 100% online.

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O que é psicologia financeira

A ideia central é simples: as nossas decisões com dinheiro não são apenas racionais. Elas são influenciadas pelas nossas emoções, pelas experiências que vivemos e pela forma como fomos ensinados a enxergar o dinheiro desde a infância. Por isso, cada pessoa lida com dinheiro de um jeito único.

É a tese do livro de Morgan Housel: o sucesso financeiro depende menos de inteligência e mais de comportamento, e comportamento é difícil de ensinar, até para gente muito inteligente. Duas pessoas com o mesmo salário podem viver realidades completamente diferentes. Uma gasta tudo assim que recebe. A outra poupa, investe e sente desconforto em gastar. Na maioria das vezes, essa diferença vem da história de vida e dos valores que cada uma carrega.

Antes de seguir, Alana faz uma ressalva importante sobre o livro de Eker, que tem um título apelativo e recebe críticas justas. Ele simplifica o sucesso financeiro, como se mudar a mentalidade bastasse. Não basta. Oportunidades de trabalho, condições sociais e a economia pesam muito, e nem sempre estão no nosso controle. Ler o livro sem essa crítica pode levar alguém a se culpar por uma situação que não depende só dele.

Feita a ressalva, o recorte do episódio é o que a psicologia pode oferecer: aquilo que está, sim, ao nosso alcance. As crenças sobre dinheiro, sobre prosperidade, sobre pobreza, e o estado emocional com que a gente decide. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, é justamente com essa camada que se trabalha: a interpretação que fazemos da realidade.

O modelo de dinheiro que você aprendeu em casa

Eker chama de modelo de dinheiro o conjunto de crenças, ideias e percepções que cada um tem sobre o assunto. Funciona como um programa rodando em segundo plano: você não pensa nele, mas ele decide por você.

Alana usa a própria história para mostrar isso. Ela cresceu numa família de classe média, filha de pais concursados que valorizavam a estabilidade. Nunca faltou o essencial, mas o dinheiro era contado. Ela lembra de ouvir os adultos preocupados e discutindo por causa de dinheiro, e de, ainda criança, vender gibis para uma vizinha e colocar as moedinhas na gaveta da mãe para ajudar. Cresceu querendo coisas que não podia ter e vendo compras caras virarem dívida no cartão e arrependimento.

O resultado foi uma mentalidade de segurança acima de tudo, e uma sensação de que gastar com algo caro era quase errado. Esse desconforto continuou mesmo depois que ela se formou e passou a ganhar bem. A realidade financeira tinha mudado. As crenças, não.

O marido dela veio do outro extremo: filho de empresários, infância com viagens e abundância. Cresceu acreditando que oportunidades de ganhar dinheiro eram muitas, que empreender e ter ideias era natural, que dinheiro não precisava ser suado. Para ela, nada disso era natural. Ela preferia um trabalho estável que pagasse um valor certo. Com o tempo, os dois foram se influenciando, e ela conta que essa troca foi saudável: aprendeu a afrouxar crenças que já não correspondiam à vida que tinha.

O que diz a pesquisa

Um estudo encomendado pelo Money Advice Service, do Reino Unido, aos pesquisadores David Whitebread e Sue Bingham, da Universidade de Cambridge, concluiu em 2013 que, por volta dos 7 anos, a maioria das crianças já desenvolveu conceitos básicos ligados ao comportamento financeiro adulto: entende o valor do dinheiro, sabe que ele é trocado por coisas e consegue adiar uma decisão. O relatório recomenda que os pais não subestimem o efeito dos próprios hábitos, bons e ruins, sobre os filhos.

Em outras palavras: muito do seu modelo de dinheiro foi montado antes de você ter idade para questioná-lo.

A sua realidade financeira pode ter mudado. As suas crenças sobre dinheiro talvez ainda morem na casa onde você cresceu.

Cinco pontos para entender a sua relação com o dinheiro

Do livro de Eker, Alana separa cinco ideias que ajudam a enxergar como as crenças interferem no comportamento financeiro.

1. O modelo financeiro é quase inconsciente

Desde a infância, a gente forma uma crença sobre dinheiro a partir do que ouve e vê em casa. Quem cresce ouvindo que "dinheiro é a raiz de todo mal" ou que "quem tem dinheiro é mau-caráter" pode sentir que ganhar dinheiro é errado, e isso limita até o desejo de crescer. A boa notícia é que esse modelo pode ser reestruturado.

2. Crenças limitantes moldam o que você faz com o dinheiro

"Dinheiro não traz felicidade." "Eu não nasci para ser rico." Frases assim parecem inofensivas, mas mudam a forma como a gente administra ou evita o dinheiro, e viram barreira para o crescimento financeiro. Talvez enriquecer não seja o seu objetivo. Mas quase todos os nossos objetivos passam, de algum jeito, por dinheiro. Questionar essas crenças é o que abre espaço para construir a realidade que você quer.

O que diz a pesquisa

Os psicólogos Brad Klontz, Sonya Britt, Jennifer Mentzer e Ted Klontz pediram a 422 pessoas que avaliassem 72 crenças sobre dinheiro. O estudo, publicado em 2011 no Journal of Financial Therapy, identificou quatro padrões, que eles chamaram de roteiros de dinheiro: evitação (dinheiro é ruim ou não é para mim), adoração (mais dinheiro resolveria tudo), status (o meu valor é o que eu tenho) e vigilância (cautela e discrição extremas). Três desses padrões apareceram associados à renda e ao patrimônio das pessoas.

É a versão de pesquisa da intuição de Alana: crença sobre dinheiro não fica só na cabeça, ela aparece no extrato.

3. Escassez ou abundância: a lente com que você olha

Alana sabe que essas palavras soam a discurso de coach, e reconhece que muitos coaches se apropriaram delas. Mas a ideia por trás é útil. A mentalidade de escassez é a lente de que alguém precisa perder para você ganhar. A de abundância parte do princípio de que existem oportunidades para mais de uma pessoa. Ela reforça que vivemos num país muito desigual e que isso não é uma verdade absoluta. A pergunta que fica é outra: você lida com o dinheiro sempre com medo de perder, desconfiando de que todos querem se aproveitar de você, agarrado a ele? Pessoas com uma postura menos ameaçada tendem a agir de forma mais confiante e proativa, e isso aparece nas decisões.

O que diz a pesquisa

A escassez real também pesa na cabeça, e não é por falta de esforço. Anandi Mani, Sendhil Mullainathan, Eldar Shafir e Jiaying Zhao publicaram em 2013, na revista Science, um estudo com 464 produtores de cana-de-açúcar na Índia. Os mesmos agricultores foram testados antes da colheita, quando estavam com pouco dinheiro, e depois, quando tinham recebido. Antes da colheita, o desempenho cognitivo era pior. A explicação dos autores: as preocupações com dinheiro ocupam parte da nossa capacidade mental e sobra menos para todo o resto.

Por isso a crítica de Alana ao discurso de "basta mudar a mentalidade" é tão importante. Quem vive no aperto não está pensando errado: está pensando com menos espaço.

4. Identidade financeira: quem você acha que é diante do dinheiro

Você se vê como alguém capaz e merecedor de ganhar dinheiro? Ou como alguém que não merece, que nunca vai conseguir, que não sabe lidar? "Meus pais sempre foram endividados, minha família nunca teve dinheiro, e eu repito o mesmo padrão." Aqui entra também a educação financeira, que Alana considera tão necessária quanto a educação emocional, e que deveria começar na infância: como guardar, poupar, investir. Quando a gente acredita que merece uma vida financeira saudável, tende a agir de forma alinhada com essa crença.

A sensação de não merecer não aparece só no dinheiro. Se ela acompanha você em outras áreas, vale ler Por que você sente que não merece coisas boas, mesmo depois de conquistá-las.

5. Hábitos financeiros saudáveis sustentam a mudança

Crença nova precisa de prática para se firmar: disciplina nos gastos, controle emocional e busca por aprendizado financeiro. Pequenas ações no dia a dia mudam a relação com o dinheiro. Alana dá um exemplo: alguém que se sente desconfortável ao ganhar mais porque cresceu vendo que dinheiro corrompe as pessoas pode, sem perceber, fugir das oportunidades que trariam mais segurança. Identificar e questionar a crença é o que permite mudar o comportamento.

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Quando o dinheiro vira remédio para a emoção

Além de ser uma ferramenta prática, o dinheiro está muito ligado ao nosso estado emocional. Muitas vezes a gente usa a compra para aliviar estresse, ansiedade, tristeza, tédio. A compra entrega prazer imediato, e o alívio vem rápido.

Alana descreve uma cena que muita gente reconhece: um dia estressante, o aplicativo de compras aberto, uma compra feita em minutos de algo que você nem estava precisando. Depois vem a culpa, vem o arrependimento. Ela compara com o comer compulsivo, porque a lógica é parecida. E o ciclo pode virar insatisfação permanente, e às vezes uma bola de neve de dívidas.

O que diz a pesquisa

Selin Atalay e Margaret Meloy investigaram a chamada "terapia de compras" num estudo de 2011 publicado na revista Psychology & Marketing. Pessoas de mau humor compraram mais presentes para si mesmas que não estavam planejados. A compra de fato melhorou o humor no curto prazo, e boa parte dos participantes não relatou culpa.

Ou seja, o alívio é real, e é exatamente por isso que o hábito se instala. O problema começa quando ele vira a principal forma de lidar com o que você sente, ou quando cabe menos no bolso do que no humor.

E as dívidas que nascem desse ciclo pioram justamente o estado emocional que se queria aliviar. Uma revisão sistemática com meta-análise de Thomas Richardson, Peter Elliott e Ronald Roberts, publicada em 2013 na Clinical Psychology Review e baseada em 65 estudos, encontrou associação entre dívidas e maior chance de depressão, de transtornos mentais em geral, de uso problemático de álcool e de outras substâncias e de sofrimento grave. Os autores alertam que os estudos não provam sozinhos o que vem primeiro, mas a relação é consistente.

O dinheiro pode comprar conforto e momentos felizes. Ele não pode ser o substituto da sua felicidade.

Alana lembra que ganhar muito dinheiro também não resolve tudo: sem processo, sem educação financeira e sem cuidar das emoções, o dinheiro vai embora com a mesma facilidade com que chegou.

Black Friday, promoções e apostas

O episódio foi gravado em novembro, em plena Black Friday, quando somos bombardeados por ofertas que parecem imperdíveis. Alana não condena a data. Ela mesma conta que guarda alguns itens no carrinho esperando o desconto. O ponto é decidir com clareza e propósito. Antes de comprar, a pergunta é uma só: eu realmente preciso disso ou estou comprando por impulso? Comprar sem planejamento é um dos caminhos mais curtos para o endividamento e para a ansiedade financeira.

No meio do episódio, ela abre um parêntese que não estava planejado e que merece destaque: os jogos de aposta. Hoje eles estão no celular, nas notificações, na propaganda o tempo inteiro, alimentando a ideia de que qualquer pessoa pode ficar rica rápido com um joguinho. Para quem já tem vulnerabilidade a comportamentos compulsivos, isso pode comprometer seriamente a saúde mental e a vida familiar.

O que diz a pesquisa

Em 2024, a Comissão da Lancet Public Health sobre jogos de azar, presidida por Heather Wardle, Louisa Degenhardt e Shekhar Saxena, concluiu que a expansão das apostas online é uma ameaça à saúde pública. A partir de uma revisão sistemática, estimou que até 15,8% dos adultos que jogam em cassinos e caça-níqueis online podem ter transtorno do jogo, e 8,9% dos que fazem apostas esportivas. Entre os danos listados estão problemas de saúde mental, rompimento de relações, perda de emprego e prejuízo financeiro.

Se você sente que perdeu o controle sobre as apostas, isso não é falta de caráter. É um quadro que tem tratamento, e quanto antes você buscar ajuda, menor o estrago.

Seis práticas para uma relação mais saudável com o dinheiro

Para fechar, Alana propõe seis práticas que valem para a Black Friday e para qualquer época do ano.

1. Questione suas crenças

Reflita sobre o que você realmente acredita sobre dinheiro e pergunte se essas crenças estão te ajudando ou atrapalhando. Identificar o seu modelo de dinheiro é o primeiro passo para reestruturá-lo e ter clareza do que você quer daqui para frente.

2. Identifique os gatilhos emocionais

Antes de comprar, pergunte: estou comprando porque preciso ou para satisfazer uma necessidade emocional? Tente nomear a emoção por trás da vontade de gastar. Só essa pausa já reduz muito as compras por impulso.

3. Planeje suas compras

Faça uma lista do que você realmente precisa e defina um orçamento antes de abrir as promoções. Assim você aproveita os descontos de forma consciente, em vez de ser levado por eles.

4. Pratique o contentamento e a gratidão

Muitas vezes a gente quer algo novo porque acha que vai trazer felicidade, ou porque viu outra pessoa com aquilo. Valorizar o que você já tem reduz a ansiedade e a insatisfação. Se a comparação com os outros pesa nas suas escolhas, leia também como se comparar de forma saudável.

5. Busque conhecimento financeiro

Reserve tempo para aprender sobre finanças, controle de gastos e investimentos. Há muito conteúdo gratuito disponível. Alana insiste: você não precisa aceitar repetir o mesmo padrão da sua família. Quanto mais informado, mais seguro você se sente com o seu dinheiro.

6. Estabeleça metas financeiras

Defina metas de curto, médio e longo prazo. Quando você sabe aonde quer chegar, fica mais fácil tomar decisões alinhadas com isso e dizer não ao que te desvia do caminho. Para transformar a meta em algo que sai do papel, veja como alcançar metas de verdade.

Onde a terapia entra

A conscientização é o primeiro passo, mas nem sempre é suficiente. Crenças formadas na infância, compras que funcionam como anestesia emocional, a ansiedade que aparece toda vez que o assunto é dinheiro, a dificuldade de parar de apostar: tudo isso costuma ter raízes que vale olhar com cuidado e com ajuda.

Na terapia, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental, você identifica os pensamentos automáticos e as crenças que comandam as suas decisões financeiras, entende quais emoções o gasto está tentando aliviar e aprende outras formas de lidar com elas. É um trabalho sobre dinheiro que, no fim, fala de muito mais coisa: autoestima, merecimento, segurança, a história da sua família.

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Assista ao episódio completo

Psicologia na Prática, com Alana Anijar. Novos episódios toda terça-feira.

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Referências

  1. Housel, M. (2020). The Psychology of Money: Timeless lessons on wealth, greed, and happiness. Harriman House. Edição brasileira: A psicologia financeira.
  2. Eker, T. H. (2005). Secrets of the Millionaire Mind. HarperBusiness. Edição brasileira: Os segredos da mente milionária. Sextante.
  3. Whitebread, D., & Bingham, S. (2013). Habit Formation and Learning in Young Children. University of Cambridge / Money Advice Service. maps.org.uk
  4. Klontz, B., Britt, S. L., Mentzer, J., & Klontz, T. (2011). Money beliefs and financial behaviors: Development of the Klontz Money Script Inventory. Journal of Financial Therapy, 2(1). doi.org/10.4148/jft.v2i1.451
  5. Mani, A., Mullainathan, S., Shafir, E., & Zhao, J. (2013). Poverty impedes cognitive function. Science, 341(6149), 976-980. doi.org/10.1126/science.1238041
  6. Atalay, A. S., & Meloy, M. G. (2011). Retail therapy: A strategic effort to improve mood. Psychology & Marketing, 28(6), 638-659. doi.org/10.1002/mar.20404
  7. Richardson, T., Elliott, P., & Roberts, R. (2013). The relationship between personal unsecured debt and mental and physical health: A systematic review and meta-analysis. Clinical Psychology Review, 33(8), 1148-1162. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24121465
  8. Wardle, H., Degenhardt, L., Marionneau, V., et al. (2024). The Lancet Public Health Commission on gambling. The Lancet Public Health, 9(11), e950-e994. doi.org/10.1016/S2468-2667(24)00167-1

Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento psicológico ou psiquiátrico. Se você está passando por sofrimento intenso ou tem pensamentos de morte, ligue para o CVV, número 188 (gratuito, 24 horas) ou acesse cvv.org.br. Em emergência, procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue 192 (SAMU).

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Alana Anijar

Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e mestre em Ciências do Desenvolvimento Humano. Apresenta o Psicologia na Prática, com novos episódios toda terça-feira, e fundou a Psi do Futuro em 2020 ao lado de Israel Anijar. A clínica soma mais de 150 mil atendimentos realizados.

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